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Os desafios do casamento na atualidade

07 abr | Leitura: 7min

Os desafios do casamento na atualidade | Blog Aprender Vivo

Casamento é difícil? Essa pergunta passa pela cabeça de todos os casais em algum momento da vida, em decorrência dos problemas conjugais que fazem parte do relacionamento.


A maioria das pessoas considera o casamento uma experiência desafiadora por envolver um projeto de vida compartilhado com outra pessoa. Frente a mudanças importantes, como o nascimento dos filhos, questões profissionais, etc., surgem os desafios e a necessidade de reorganização do cotidiano, o que pode provocar ressentimentos e decepções.

Ingredientes essenciais

Alguns ingredientes, contudo, são essenciais para o fortalecimento do vínculo conjugal. Na atualidade, um dos principais é a capacidade de assumir um compromisso, no sentido de escolher o cônjuge para a vida toda e fazer o possível para o relacionamento durar, para além dos encantos do grande dia, da lua de mel e da condição de recém-casados.


Um outro ingrediente importante é manter o sentimento amoroso, o que pode exigir esforço e generosidade, principalmente quando envolve aceitar um ao outro como são, sem esperar mudanças para atender suas expectativas. No geral, no casamento ou numa relação estável há um nível de exigência alto em relação ao cônjuge, tais como ser o melhor amigo, o confidente, o companheiro, aquele deve ajudar na evolução pessoal, etc.


O respeito pelo outro facilita o enfrentamento das dificuldades, ajudando a ouvir as opiniões um do outro e a superar os desafios e desacordos. Respeitar o cônjuge por suas qualidades, pensamentos e capacidades significa não só aceitar, mas também admirar suas diferenças.

Embora esses sejam aspectos importantes em um casamento, há muitos outros elementos para manter um casamento feliz, incluindo paciência, comunicação, intimidade, confiança, empatia e humor.

Problemas conjugais

Porém, por mais feliz que o casamento seja, os problemas - grandes e pequenos - existirão. Um dos segredos para uma relação saudável entre duas pessoas é conhecer os potenciais desafios para poder enfrentá-los com mais facilidade.


Muitos dos problemas são desencadeados pela falta de confiança, que pode ser construída com algumas atitudes como manter sua palavra, estar disponível quando o outro precisar de você, expressar-se honesta e abertamente, ser leal e demonstrar que o outro pode contar com você, inclusive sendo um ouvinte paciente.


A dificuldade de comunicação é a queixa mais comum e um dos principais desafios entre casais. Muitos, no entanto, apenas aturam os problemas, ao invés de tentar resolvê-los.


Muitas vezes, os cônjuges concordaram no início do relacionamento com um determinado arranjo do casal, como, por exemplo: "ele vai ganhar dinheiro e ela irá ficar em casa, cuidando do lar e das crianças". Frente a novos desafios, entretanto, precisariam negociar um novo pacto. O desafio será ouvir as queixas sem interromper ou ficar na defensiva, de maneira a chegarem a um novo consenso.


Outra dificuldade é tentar mudar o outro, desde como este se veste até características mais importantes, o que poderá ser sentido como uma invasão pessoal e poderá desencadear comportamentos de rejeição e defesa. Ultrapassar limites pode destruir a confiança mútua, levando a comportamentos de retaliação ou distanciamento.


A distância emocional é outro problema comum, podendo levar à abertura de frestas no relacionamento. A infidelidade emocional pode abrir espaço para uma terceira pessoa no relacionamento e o casamento pode então se deteriorar. É importante que todos os casais discutam e concordem com o que constitui infidelidade.


Seja no caso de outro relacionamento ou de casos eventuais, como encontros de uma noite, relacionamentos na internet, etc., a infidelidade pode acontecer quando a conexão no relacionamento não é forte, causando uma quebra de confiança. Manter um forte vínculo emocional, intimidade sexual e respeitar limites são as três principais maneiras de combater a infidelidade em seu relacionamento.


Discordâncias sobre dinheiro são também inevitáveis em um casamento. Um cônjuge pode querer poupar enquanto o outro quer gastar. Essas diferenças geralmente refletem valores e expectativas diferentes. Para evitar esses problemas, é fundamental discutir e chegar a um acordo sobre como lidar com as finanças.

Desafios da vida a dois

Se um cônjuge constantemente coloca suas necessidades acima dos objetivos e interesses do casamento, é apenas uma questão de tempo até que o cônjuge negligenciado comece a se sentir rejeitado e não amado. Casar envolve dar e receber, ao invés de ter suas próprias necessidades atendidas o tempo todo. Se um cônjuge dita os termos do casamento e não se compromete, essa atitude pode se tornar uma receita para o desastre.


Quando um casal tem diferenças de valor, como preferências religiosas, isso pode causar sérios problemas também, gerando discordâncias sobre que religião ensinar a seus filhos, como disciplinar, definições de certo e errado, ou outros conflitos éticos.


No desenvolvimento pessoal de cada um, naturalmente os valores, moral ou metas são diferentes, o que exige aprender a se adaptar, com comunicação e compromisso. Quando o compromisso não é possível, entender e concordar em discordar sobre essas ou algumas questões é a melhor solução.


Outra questão importante é o excesso de ciúmes, o que pode dificultar o relacionamento, principalmente se há um distanciamento da realidade. Uma necessidade excessiva de proximidade e atenção pode tornar a pessoa controladora, dificultando cada vez mais os sentimentos amorosos no relacionamento.


O estresse é um problema que a maioria dos casais enfrentará pelo menos uma vez na vida e que pode ser causado por muitas situações diferentes, incluindo financeira, familiar, mental e doença. Várias coisas podem estar por trás do estresse e é preciso ter atenção sobre como lidar com a situação.

Comunicação: a base para o sucesso

A falta de comunicação é um dos problemas mais comuns no casamento. Homens e mulheres se comunicam de forma muito diferente e podem cair em um modelo de comunicação inadequada que pode ser muito prejudicial a longo prazo.


Uma boa comunicação é a base para o sucesso no casamento. Exige um esforço consciente para melhorar. Pouco a pouco, você pode aprender maneiras saudáveis de se comunicar que melhoram a relação e os dois individualmente.


A falta de atenção é outro ponto importante. Os humanos são criaturas sociais e buscam atenção dos outros, especialmente dos mais próximos. Assim, é necessário ouvir o parceiro, buscar atividades do casal, como dançar ou caminhar, possibilitando darem atenção um ao outro de uma maneira nova.


Raiva em excesso também é um problema. Perder a paciência, gritar de raiva ou causar danos físicos a si mesmo ou ao cônjuge é, infelizmente, um problema comum nos relacionamentos de longa duração. Com o aumento do estresse devido a fatores internos e externos, um acesso ou uma explosão de raiva pode ser muito prejudicial a um relacionamento. Se necessário, busque ajuda profissional para aprender habilidades de enfrentamento que ajudem a manter a raiva sob controle.

Lidando com as expectativas

As expectativas irreais dificultam muito. Mesmo concordando com a noção de que o casamento é para sempre, nem sempre conseguimos dedicar tempo e esforço para entender nossos parceiros antes de casar. Muitos mantêm a expectativa irreal de um casamento perfeito a partir de histórias que ouvimos ou de pessoas que conhecemos sem sequer questionar se nós dois queremos as mesmas coisas na vida ou não.


Um descompasso entre um casal sobre a perspectiva futura de um relacionamento cria muito espaço para um acúmulo de expectativas irreais. Essas expectativas, quando não cumpridas, podem gerar ressentimentos e decepções, que empurram o casamento para um caminho de onde pode não haver recuperação. Cair na real inclui enfrentar a realidade e apreciar tudo o que você tem nos relacionamentos; aceitar o fato de que suas expectativas não são reais e que nenhum parceiro pode cumpri-las.

Conclusão

Para concluir, cada relacionamento passa por suas questões próprias e todos os problemas podem ser resolvidos com uma abordagem saudável.


Ser respeitoso, compreensivo e aberto à mudança pode garantir que você possa navegar através de quaisquer obstáculos que possam surgir em seu casamento. Se necessário, busque ajuda profissional.

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Perguntas frequentes

O que é Psicoterapia?

Psicoterapia é um relacionamento em que uma pessoa busca amparo profissional de outra para mudanças de sentimentos, pensamentos, atitudes ou comportamentos.
Sentir-se compreendido em uma atmosfera de segurança e de aceitação promove uma experiência verdadeiramente transformadora.

O espaço psicoterapêutico facilita o compartilhamento de segredos, emoções e experiências difíceis de abordar. Acrescido das intervenções do psicoterapeuta, esse processo de desenvolvimento pessoal vai promovendo as transformações na vida da pessoa.

O processo de mudança procurado pelo paciente é facilitado por todos os recursos técnicos do psicoterapeuta, que pode incluir conversações e técnicas de imaginação e de representação de situações relevantes por meio de desenhos, objetos facilitadores ou cenas.

Existem várias modalidades de psicoterapia: individual, grupo, casais e famílias.

Quem procura a psicoterapia?

Geralmente, as pessoas procuram a psicoterapia para falar sobre a vida e sobre as dificuldades. A maioria das pessoas busca a psicoterapia quando está tendo dificuldade para resolver problemas. Busca um lugar seguro para compartilhar seus pensamentos e seus sentimentos mais profundos sem julgamento. Crianças e adolescentes são trazidos pelos pais, na maior parte das vezes pressionados pela escola ou pelas evidências de que alguma coisa está acontecendo e quando já esgotaram os recursos para lidar com a situação.

Quais os motivos para fazer?

Normalmente, as pessoas procuram uma psicoterapia quando sentem que seus recursos não estão sendo suficientes. Em geral, isso ocorre em períodos de crise na vida pessoal, familiar ou profissional.

Alguns tentam diminuir o sofrimento usando medicações, ou até mesmo drogas e outras formas de alívio imediato. No entanto, é necessário recuperar ou desenvolver condições emocionais, psicológicas, sociais, físicas, artísticas, espirituais, para sermos mais felizes.

No geral, quando uma pessoa procura um psicoterapeuta, ela está vivendo estados como: tristeza durante grande parte do dia, por dias seguidos; felicidade ou euforia ou mesmo irritação excessiva; mudanças no apetite, no sono; pouca energia; sentimentos de baixa autoestima; tensão excessiva, com dificuldade em controlar a preocupação com problemas de menor importância. A pessoa não consegue identificar o que desencadeou esses e outros estados de muito sofrimento.

Ao longo da vida da mulher, ocorrem muitas mudanças hormonais que podem provocar variações de humor. Na transição da menopausa, um aspecto da vida da mulher que merece uma especial atenção é a sexualidade, por ser um período que envolve grandes mudanças em muitos aspectos da vida do casal.

Queixas mais frequentes:

  • Desconforto emocional
A maioria das pessoas busca a psicoterapia para o alívio da dor ou do desconforto. Sentir dor emocional faz parte da vida, mas, quando o desconforto (tristeza, ansiedade, luto) é grande ou ocorre por um longo período, ela pode comprometer a vida diária. E para aliviar esse desconforto, recomenda-se um processo psicoterapêutico.

  • Problemas de relacionamento
Muitas pessoas apresentam sofrimento emocional em consequência de dificuldades no relacionamento com o cônjuge, os pais, os filhos, os colegas de trabalho ou outra pessoa importante, sendo necessária a ajuda da psicoterapia (conjugal ou da relação) para a compreensão do problema e a identificação das ferramentas necessárias para mudança.

  • Preocupações familiares
Família é a principal fonte de amor, alegria, calor e proximidade em nossas vidas, porém traz também problemas e conflitos desafiadores. Em períodos difíceis, pode ser necessária a terapia familiar ou a orientação de pais para lidar com o desenvolvimento de seus filhos.

  • Mecanismos de superação
Desconforto emocional e problemas de relacionamento podem estar associados a deficiências nos mecanismos de superação de desafios, como timidez excessiva, dificuldade de comunicação, falta de assertividade ou controle precário da raiva. A psicoterapia pode ajudar a adquirir ou fortalecer habilidades necessárias.

  • Problemas sexuais
Insatisfação e disfunção sexuais são problemas comuns, podendo surgir constrangimentos para falar sobre eles. Psicoterapeutas podem auxiliar as pessoas a identificarem as dificuldades e a usufruírem o máximo possível de suas vidas sexuais.

  • Perdas recentes
Vínculos fortes são muito importantes para o ser humano. Rupturas dessas ligações – com a morte ou a separação – podem provocar grande dor emocional, sendo indicada a psicoterapia para ajudar a lidar com a perda.

  • Vítimas de trauma ou abuso
Ser vítima de abuso físico ou sexual, ou de qualquer outra forma de violência, pode oprimir a capacidade de superação e deixar cicatrizes que comprometem a habilidade de viver uma vida normal. A psicoterapia cria um espaço confidencial, com apoio e segurança.

  • Uma desordem ou condição clínica mais preocupante
Muitas vezes, as pessoas tendem a atribuir ao cansaço alguns indícios de que há um sofrimento mais sério. Alguns sinais indicam a necessidade de psicoterapia, tanto para um diagnóstico profissional como para a identificação da necessidade de ajuda medicamentosa. A psicoterapia pode ajudar a superar os obstáculos que impedem alcançar os próprios objetivos. Mesmo não havendo uma condição mais séria, a psicoterapia pode ajudar a aprender mais sobre si mesmo, sobre os outros e sobre como viver a vida com maior satisfação pessoal.

  • Futuro: carreira profissional
Questões relacionadas à carreira podem afetar todos os aspectos da vida – família, amigos e mesmo o sentido de quem sou eu. Falar com um profissional treinado em um ambiente seguro e confidencial pode ajudar nessas questões.
O que é um Grupo de Apoio?

É um espaço de compartilhamento de experiências mediado por um profissional especializado no trabalho com grupos e no tema proposto. Todos os participantes compartilham as mesmas questões relacionadas ao tema do grupo.

Como funciona um Grupo de Apoio?

A Aprender Vivo oferece grupos de apoio semanais, com 2 horas de duração, sob a coordenação de um profissional experiente na área.

Quais os benefícios do Grupo de Apoio?

Resignificar experiências e desenvolver novas perspectivas para as dificuldades enfrentadas. Com o auxílio do grupo e do profissional coordenador do grupo, promover mudanças relevantes para o enfrentamento de situações em que se encontram. Tem uma dimensão socioeducativa com informações relevantes para o enfrentamento da situação específica daquele grupo e o apoio emocional promovido pela condução do grupo em ambiente protegido.
Qual o conceito do Grupo de Apoio?

O conceito de grupo

Os pioneiros nos estudos de grupos (JL Moreno, Slavson, Foulkes, Bion e outros) seguiram caminhos diversos, porém com alguns princípios comuns a todos eles, com destaque para a concepção de grupo como uma entidade unitária e a identificação de alguns princípios que regem seu funcionamento e evolução.

As proposições filosóficas e metodológicas de JL Moreno (1993, 1994a, 1994b) fundamentam conceituar grupo como um sistema vivo em contínuas transformações, caracterizado por forças de aproximação, afastamento e indiferença entre os integrantes, reveladas na matriz sociométrica. Constitui-se assim por uma potência interna inicial em contínua interação com o ambiente em que está inserido, produzindo uma estruturação ativa de sua forma e organização, resultando em algo único e imprevisível, que faz com que cada grupo tenha sua própria identidade.

A teoria geral dos sistemas traz também importantes contribuições pela possibilidade que oferece de compreensão da complexidade dos grupos, considerando diferentes níveis de organização. Desse referencial, dois conceitos são particularmente importantes. O primeiro deles é a noção de fronteiras. MacKenzie (1990) salienta que esse conceito pode ser compreendido num sentido físico (porta fechada da sala) ou psicológico (consciência de que duas instâncias são diferentes). Nas intervenções socioeducativas, a principal fronteira é aquela que diferencia a cultura interna do grupo em relação ao mundo externo, responsável pelo fortalecimento da identidade grupal.

O segundo conceito é o de permeabilidade no funcionamento da fronteira. Segundo MacKenzie (1990), a abertura favorece a aquisição de novas informações, a disponibilidade para correr riscos e mudar. Por outro lado, seu fechamento favorece a reorganização do eu. Nos grupos, os participantes vivenciam períodos de mudança intercalados com aqueles de maior reflexão e consolidação.

Num sistema social, segundo esse mesmo autor, funcionam diversas fronteiras:
  • Externa: relativa a temas e experiências que criam um sentido de grupalidade. É particularmente importante no início do grupo.
  • Interpessoal: relativa às interações entre os membros do grupo.
  • Subgrupos: relativa aos subgrupos existentes na estrutura grupal, que podem ser flutuantes. Na Figura 1, ela vai além do grupo pela possibilidade de envolver questões referentes à socialização externa.
  • Liderança: relativa ao líder designado, que tem maior influência e responsabilidade. Pode conter uma equipe de coordenação (co-terapeuta, observador, supervisor).
  • Individual: relativa ao sentido de eu do indivíduo ou seus aspectos conhecidos pelos demais. O autor salienta que estados internos são reconhecidos a partir de interpretações do que é observado do comportamento interpessoal, o que facilita a atenção a esses padrões relacionais.

Considerando-se esses referenciais teóricos, define-se grupo como sendo um sistema constituído por pessoas reunidas com uma tarefa ou função comum, que é a de formar e manter o sistema, constituindo-se, portanto uma estrutura dinâmica de interações, além do conteúdo em desenvolvimento.

Fatores terapêuticos nos grupos

O grupo caracteriza-se como um microcosmo social com importantes propriedades terapêuticas (Yalom e Leszcz, 2006). Esses autores apontaram importantes mecanismos de aprendizagem e sistematizaram vários fatores terapêuticos que operam nos grupos.

MacKenzie (1990) sistematizou esses mecanismos em duas categorias:
  • Decorrentes das interações grupais: apoio mútuo (esperança, aceitação, universalidade, altruísmo), auto-exposição (emoção e integração), aprendizagem com o outro (modelagem, aconselhamento, educação).
  • Decorrentes das intervenções terapêuticas: aprendizagem interpessoal (feedback e experimentar novos comportamentos) e auto-compreensão (experiência emocional corretiva).
Esses fatores atuam em todos os grupos e devem ser estimulados sempre que possível.

Yalom e Leszcz (2006) descreveram a instilação e manutenção da esperança como um importante fator terapêutico. Na etapa de preparação para o grupo, favorece o enfrentamento das dificuldades próprias de uma experiência desconhecida. Um outro fator relevante nas intervenções de tempo limitado é a universalidade, relativa ao reconhecimento de preocupações semelhantes. Favorece a identificação com o outro e o envolvimento mais rápido. Também perceber que não são únicos em suas aflições traz um enorme alívio.

Uma das condições necessárias para a ação dos mecanismos terapêuticos é a coesão grupal. Caracteriza-se pelo pólo de interesse e envolvimento dos participantes, em oposição ao afastamento e absorção consigo mesmo. Yalom e Leszcz (2006) definiram coesão como a resultante das forças agindo sobre os participantes, caracterizando a atração do grupo sobre seus membros. Em grupos coesos, predominam sentimentos de afeto, conforto e a sensação de pertencimento. Gera envolvimento, investimento, exposição e, consequentemente, maior adesão e melhores resultados.
Como é a Supervisão Clínica para terapeutas?

A supervisão clínica reúne um grupo de pessoas interessadas em discutir, atualizar e aprimorar suas práticas profissionais sob a coordenação de um profissional experiente na área. Consta de apresentações de casos clínicos, mantendo o sigilo de dados pessoais, para trazer o foco aos aspectos técnicos e emocionais do profissional que impedem o encaminhamento do processo terapêutico e o desenvolvimento do papel profissional do terapeuta.
Quais os valores dos cursos e serviços?

Capacitação profissional
Pós-graduação - R$9.900,00 à vista com opções de parcelamento
Cursos livres - de R$250,00 à R$2.500,00

Desenvolvimento Profissional
Grupo de apoio e vivências - R$1600,00 à vista com opções de parcelamento

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Dúvidas sobre família

Quais são os principais problemas causados pela falta de tolerância e diálogo nas famílias?

Uma boa comunicação é uma característica importante em famílias saudáveis. Ajuda a construir vínculos fortes e resistentes para lidar com os desafios da vida - vínculo conjugal, pais-filhos e entre irmãos. Poder conversar sobre qualquer dificuldade que um dos membros da família está enfrentando significa facilidade de diálogo. Suportar as diferenças é tolerância. Pouca tolerância faz por exemplo que pais interrompam os filhos quando eles tentam explicar algo. Pode haver intolerância frente a diferenças de opinião, personalidades, crenças, valores ou metas para o futuro.

Uma boa comunicação é essencial na família. Diálogo é falar e também ouvir. Os maiores desafios são expressar-se de forma clara e objetiva e ser um ouvinte ativo, isto é fazer todo o esforço necessário para ouvir, se esforçando para entender o ponto de vista do outro. Prestar atenção à linguagem verbal e a não verbal. Tolerância é compreender e respeitar o ponto de vista do outro.

A condição para o diálogo está comprometida quando um fica lembrando problemas que já foram resolvidos no passado, tenta controlar comportamentos através da indução de culpa, ignora os sentimentos dos filhos, reclama ou faz um sermão. Esses comportamentos tendem a gerar ressentimento, desconfiança e uma posição de defesa no filho, que pode parar de tentar se comunicar com seus pais. Ou seja, essas condições levam à distância, pouca confiança e pouca cooperação.

A tolerância fica comprometida em famílias muito ligadas em comunicação negativa: críticas, brigas, ficar na defesa etc., comportamentos que reforçam a intolerância. Essa forma de comunicação não fortalece cooperação e o respeito às diferenças (componente da tolerância). 

A falta de diálogo e uma comunicação truncada, com pouca abertura e honestidade para abordar os conflitos, dificultam o desenvolvimento de confiança e, consequentemente, leva a padrões de relacionamento comprometidos, fortes.

O casal, para evitar esse tipo de problema, pode desenvolver uma comunicação saudável em que os pais valorizam estar com os filhos, conversar sobre tudo, criam oportunidades sempre que possível para falar com os filhos.

Comunicação precisa ser praticada para ser eficaz. Quando não há atividades compartilhadas, há falta de tempo para conversas frequentes, os filhos têm dificuldade para desenvolver habilidades interpessoais e fortalecer a confiança – acabam ficando com a impressão de que conversar sobre algo mais difícil é trabalhoso e com pouca chance de dar certo. No entanto, comunicação e responsividade afetiva são as principais condições para um funcionamento familiar saudável e mais ainda para o desenvolvimento da autoestima dos filhos, principalmente na adolescência.

Mais objetivamente, os pais precisam criar tempo para conversar entre si e com os filhos, comunicar pensamentos e sentimentos de forma clara e direta.

Para aumentar a harmonia entre os irmãos, é importante identificar o que se entende por falta de harmonia. Muitos pais não querem que os filhos brigam, mas se esquecem de que brigar é também uma forma de enfrentar conflitos, diferenças e de ocupar o espaço quanto está ameaçado. A questão deveria ser como educar os filhos para que sejam cooperativos. Quanto mais cooperativos, poderão brigar sem culpa porque brigar aproxima também.

O principal instrumento para recuperar um bom relacionamento familiar é uma boa comunicação: falar calmamente e abertamente sobre as dificuldades da família. Assumir que nem sempre concorda com as opiniões pode ajudar a evitar conflitos. Ache tempo para se divertir. Se há um problema financeiro, por exemplo, pode ser útil fazer um plano de ação com um orçamento que todos concordem e possam trabalhar em cooperação.