Política de Privacidade Aprender Vivo

Valorizamos muito a proteção da sua privacidade. A ESCOLA DIGITAL APRENDER VIVO, inscrita no CNPJ sob o n. 39.732.469/0001-50, de razão social denominada INSTITUTO DE ENSINO, EXTENSÃO E PESQUISA APRENDER VIVO LTDA e com sede na cidade de São José do Rio Pardo, Estado de São Paulo, na R FRANCISCO GLICÉRIO, 240, LADO B, CENTRO, Cep.: 13.720-000, criou este documento (Política de Privacidade) para explicar como protegemos e tratamos os seus dados pessoais e quais são os seus direitos e como você pode exercê-los. Ao navegar no site da Aprender Vivo, o visitante estará concordando com os termos e condições previstos nesta Política de Privacidade e com todos os avisos a ela pertinentes que possam aparecer nas páginas do site.

Por que o site da Aprender Vivo trata seus dados pessoais?

A Aprender Vivo (AV) é uma organização que se dedica a pesquisas, ensino e desenvolvimento pessoal e profissional de práticas com casais, famílias e grupos. Para viabilizar a nossa operação e o fornecimento dos nossos produtos e serviços a você, alguns dos seus dados pessoais podem ser coletados e usados na forma descrita nesta Política e de acordo com as informações fornecidas a você durante suas interações conosco.


Nós estamos comprometidos com a sua privacidade e segurança e investimos nossos recursos no acompanhamento e contratação de soluções tecnológicas capazes de não só possibilitar a entrega de produtos e serviços de alta qualidade, mas também de resguardar a sua privacidade e proteger os seus dados pessoais quando você interage conosco. Esses são só alguns exemplos que mostram como algumas de nossas atividades dependem do tratamento de dados pessoais.


Levamos o cumprimento das leis que protegem a sua privacidade a sério e esta Política de Privacidade descreve como os seus dados pessoais são coletados, usados, compartilhados e armazenados. Se após a leitura desta Política você ainda tiver dúvidas, fique à vontade para entrar em contato conosco utilizando as informações de contato indicadas ao final deste documento. Esta Política se aplica às nossas páginas da internet e à nossa operação como um todo, abrangendo todas as formas de tratamento que podemos dar a dados pessoais.

1. Definições:

  • Denomina-se “Aprender Vivo” o site, cujo domínio é https://aprendervivo.online/ incluindo-se também seus subdomínios;
  • Classificam-se como “visitantes” todos aqueles que de alguma forma acessam o site da Aprender Vivo;
  • Classificam-se como “usuários” todos aqueles que se cadastram no site da Aprender Vivo e recebem uma conta de acesso individual e exclusiva;
  • Classificam-se como “clientes” todos aqueles que adquirem os produtos ou serviços oferecidos pelo site da Aprender Vivo, pagos ou não;
  • Classificam-se como “fornecedores” todos aqueles qualificados pela Aprender Vivo como tais, englobando as empresas que fornecem produtos ou serviços à Aprender Vivo;
  • Entende-se por “identificação individual” toda informação que não está disponível para o público em geral e é atribuída, de forma personalizada, a um determinado cliente ou usuário. São exemplos de dados de identificação individual os números de CPF ou CNPJ, e-mail, dados para contato e dados sobre cobrança;
  • Cookie é um arquivo-texto enviado pelo servidor do site da Aprender Vivo para o computador do visitante e ali armazenado com a finalidade de identificar o computador, personalizar os acessos e obter dados de navegação, como páginas visitadas ou links clicados. Um cookie é atribuído individualmente a cada computador, ele não pode ser usado para executar programas, tampouco infectar computadores com códigos maliciosos de qualquer espécie, tais como vírus, trojans, etc, e pode ser lido apenas pelo servidor que o enviou;
  • Criptografia é o nome dado ao processo de codificação de informações. As informações são codificadas (embaralhadas) na origem e decodificadas no destino, dificultando, dessa forma, que sejam decifradas durante o tráfego na internet;
  • Firewall é o nome dado ao dispositivo físico e/ou lógico de uma rede de computadores que tem por objetivo aplicar uma política de segurança a um determinado ponto de controle da rede. Sua função consiste em regular o tráfego de dados entre redes distintas e impedir a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados de uma rede para outra.

2. Para quais finalidades a Aprender Vivo trata dados pessoais? Quais são os tipos de dados pessoais tratados?

Finalidades de tratamento:
  • Processamento de pedidos realizados na nossa loja virtual e operacionalização de entregas
  • Cadastro e autenticação de usuários para acesso às nossas plataformas digitais
  • Contato para a realização de pesquisas de mercado e satisfação
  • Manutenção de registros de acesso às demais plataformas digitais
  • Envio de comunicações institucionais e de marketing
  • Envio de newsletter

Tipos de dados pessoais utilizados:
  • Dados cadastrais: Nome, endereço de e-mail, telefone, senha de acesso, data de nascimento, UF, gênero, dados de navegação do site da Aprender Vivo, histórico de compra com a Aprender Vivo e CPF ou CNPJ.
  • Dados de navegação: número de IP, data, hora conteúdo acessado e duração de acesso
  • Dados do seu pedido: informações constantes na nota fiscal, incluindo os itens adquiridos e os respectivos preços, endereço
  • Conteúdo das mensagens trocadas no chat

Melhoria dos nossos serviços:
Para que possamos sempre aprimorar o que fazemos, nós também podemos utilizar dados relacionados às suas interações conosco, especialmente às suas interações online por meio das nossas plataformas digitais, para realizar melhorias em nossas práticas e processos internos com o objetivo de entender melhor as suas necessidades, identificar padrões de consumo e comportamento para planejar nossas ações de marketing, corrigir erros, bugs e inconsistências das nossas plataformas digitais e, no geral, possibilitar o aprimoramento dos nossos produtos e serviços. Sempre que possível, utilizaremos dados anonimizados (dados que não permitem a identificação de uma pessoa individualizada) ou pseudonimizados (dados que, por si só, não podem identificar uma pessoa individualizada, exceto quando os dados são combinados com outros dados que permitam a identificação) para essas finalidades.

Cookies e coleta automatizada de dados:
Nós também podemos utilizar cookies e outras tecnologias que permitem que realizemos coletas automatizadas de dados quando você acessa e utiliza as nossas plataformas digitais.

3. Como a Aprender Vivo protege seus dados pessoais?

Nossa responsabilidade é cuidar dos seus dados pessoais e utilizá-los somente para as finalidades descritas nesta Política de Privacidade. Para garantir a sua privacidade e a proteção dos seus dados pessoais, adotamos recursos tecnológicos avançados para garantir a segurança de todos os dados tratados pela Aprender Vivo. Entre as medidas de segurança implementadas estão os procedimentos físicos, eletrônicos e administrativos adequados para assegurar e proteger as informações que coletamos, o uso de protocolo HTTPS (protocolo de comunicação segura) com certificado digital no site que garante a comunicação segura entre os usuários e nossos servidores, a criptografia de comunicações e a utilização das técnicas mais atuais de segurança e proteção da informação nos nossos bancos de dados.

Nós nos esforçamos para proteger a privacidade de seus dados pessoais, mas infelizmente não podemos garantir total segurança. Entradas e usos não autorizados de terceiros com informações suas, falhas de hardware ou software que não estejam sob controle da Aprender Vivo e outros fatores externos podem comprometer a segurança dos seus dados pessoais. Por isso, sua atuação é fundamental para a manutenção de um ambiente seguro para todos. Caso você identifique ou tome conhecimento de qualquer fator que comprometa a segurança dos seus dados na sua relação com a Aprender Vivo, por favor entre em contato conosco por meio das informações de contato indicadas no final da página.

4. Em quais situações a Aprender Vivo pode compartilhar os seus dados?

A segurança e o sigilo das informações de nossos clientes são muito importantes para nós. Porém, a viabilidade de certos serviços pelos nossos parceiros só ocorre com o compartilhamento de algumas dessas informações, o que fazemos com responsabilidade e seguindo rígidos parâmetros. Abaixo, citamos os casos onde o compartilhamento de informações se faz necessário:

Fornecedores: empresas fornecedoras e terceiros trabalham com a Aprender Vivo para aprimorar nosso negócio. São exemplos os serviços logísticos dos pedidos, envio de e-mails, análise da base de dados, criação de ações de marketing e processamento das transações por cartão de crédito. Muitos desses serviços só são possíveis com o compartilhamento de informações de nossos clientes, porém, é importante reforçar que seu uso está autorizado apenas para as finalidades contratadas.

Requisição Judicial: a Aprender Vivo pode compartilhar dados pessoais em caso de requisição judicial. Com a autorização do cliente: em demais casos, havendo a necessidade de compartilhamento das informações, enviaremos ao cliente uma notificação solicitando sua aprovação ou reprovação.

5. Como você pode fazer o controle dos seus dados fornecidos?

Você tem a liberdade de escolher quais informações quer fornecer para a Aprender Vivo, entretanto, algumas delas são essenciais para a conclusão de pedidos e melhor experiência de navegação na loja.

No ato do cadastramento ou preenchimento de seu e-mail, você opta por receber regularmente informativos e promoções por e-mail, WhatsApp ou SMS.

O envio de mensagens eletrônicas se dará somente com o consentimento do cliente e poderá ser desativado a qualquer momento, solicitando o descadastro do seu e-mail.

Os principais navegadores de internet possibilitam ao cliente gerenciar a utilização dos cookies em sua máquina. A nossa recomendação é que mantenha o salvamento de cookies ligados. Desta forma, é possível explorar todos os recursos de navegação personalizada oferecidos pela aprender Vivo, mas, caso você não concorde, é possível desabilitar esta função. A atualização e fornecimento correto dos dados a Aprender Vivo no ato do cadastramento são de sua inteira responsabilidade.

6. Por quanto tempo seus dados pessoais serão armazenados?

A Aprender Vivo possui uma política de retenção de dados pessoais alinhada com a lei aplicável. Dados pessoais são armazenados somente pelo tempo que forem necessários para cumprir com as finalidades para as quais foram coletados, salvo se houver qualquer outra razão para sua manutenção como, por exemplo, a necessidade de cumprimento de quaisquer obrigações legais, regulatórias, contratuais, entre outras permitidas sob a lei.

Sempre fazemos uma análise técnica para determinar o período de retenção adequado para cada tipo de dado pessoal coletado, considerando a sua natureza, necessidade de coleta e finalidade para a qual ele será tratado, bem como eventuais necessidades de retenção para o cumprimento de obrigações ou o resguardo de direitos.

7. Mudanças na Política de Privacidade

A Aprender Vivo reserva-se ao direito de alterar a Política de Privacidade a qualquer momento visando sua constante melhoria e aprimoramento e toda alteração será devidamente informada em nossa página. Ao utilizar funcionalidades do site da Aprender Vivo ou interagir com ele, o usuário concorda e aceita os termos da Política de privacidade vigente na data, portanto, deve verificá-la previamente cada vez que visitar este site.

8. Disposições gerais

A presente Política de Privacidade é parte integrante dos Termos e Condições de Uso do site da Aprender Vivo.

9. Lei aplicável e jurisdição

A presente Política de Privacidade é regida pela legislação da República Federativa do Brasil. Seu texto deverá ser interpretado no idioma português e os visitantes e usuários do site da Aprender Vivo submetem-se ao Foro da Comarca de São José do Rio Pardo do Estado de São Paulo.

10. Dúvidas

Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre nossas políticas de privacidade, contate-nos através do [email protected]

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Perguntas frequentes

O que é Psicoterapia?

Psicoterapia é um relacionamento em que uma pessoa busca amparo profissional de outra para mudanças de sentimentos, pensamentos, atitudes ou comportamentos.
Sentir-se compreendido em uma atmosfera de segurança e de aceitação promove uma experiência verdadeiramente transformadora.

O espaço psicoterapêutico facilita o compartilhamento de segredos, emoções e experiências difíceis de abordar. Acrescido das intervenções do psicoterapeuta, esse processo de desenvolvimento pessoal vai promovendo as transformações na vida da pessoa.

O processo de mudança procurado pelo paciente é facilitado por todos os recursos técnicos do psicoterapeuta, que pode incluir conversações e técnicas de imaginação e de representação de situações relevantes por meio de desenhos, objetos facilitadores ou cenas.

Existem várias modalidades de psicoterapia: individual, grupo, casais e famílias.

Quem procura a psicoterapia?

Geralmente, as pessoas procuram a psicoterapia para falar sobre a vida e sobre as dificuldades. A maioria das pessoas busca a psicoterapia quando está tendo dificuldade para resolver problemas. Busca um lugar seguro para compartilhar seus pensamentos e seus sentimentos mais profundos sem julgamento. Crianças e adolescentes são trazidos pelos pais, na maior parte das vezes pressionados pela escola ou pelas evidências de que alguma coisa está acontecendo e quando já esgotaram os recursos para lidar com a situação.

Quais os motivos para fazer?

Normalmente, as pessoas procuram uma psicoterapia quando sentem que seus recursos não estão sendo suficientes. Em geral, isso ocorre em períodos de crise na vida pessoal, familiar ou profissional.

Alguns tentam diminuir o sofrimento usando medicações, ou até mesmo drogas e outras formas de alívio imediato. No entanto, é necessário recuperar ou desenvolver condições emocionais, psicológicas, sociais, físicas, artísticas, espirituais, para sermos mais felizes.

No geral, quando uma pessoa procura um psicoterapeuta, ela está vivendo estados como: tristeza durante grande parte do dia, por dias seguidos; felicidade ou euforia ou mesmo irritação excessiva; mudanças no apetite, no sono; pouca energia; sentimentos de baixa autoestima; tensão excessiva, com dificuldade em controlar a preocupação com problemas de menor importância. A pessoa não consegue identificar o que desencadeou esses e outros estados de muito sofrimento.

Ao longo da vida da mulher, ocorrem muitas mudanças hormonais que podem provocar variações de humor. Na transição da menopausa, um aspecto da vida da mulher que merece uma especial atenção é a sexualidade, por ser um período que envolve grandes mudanças em muitos aspectos da vida do casal.

Queixas mais frequentes:

  • Desconforto emocional
A maioria das pessoas busca a psicoterapia para o alívio da dor ou do desconforto. Sentir dor emocional faz parte da vida, mas, quando o desconforto (tristeza, ansiedade, luto) é grande ou ocorre por um longo período, ela pode comprometer a vida diária. E para aliviar esse desconforto, recomenda-se um processo psicoterapêutico.

  • Problemas de relacionamento
Muitas pessoas apresentam sofrimento emocional em consequência de dificuldades no relacionamento com o cônjuge, os pais, os filhos, os colegas de trabalho ou outra pessoa importante, sendo necessária a ajuda da psicoterapia (conjugal ou da relação) para a compreensão do problema e a identificação das ferramentas necessárias para mudança.

  • Preocupações familiares
Família é a principal fonte de amor, alegria, calor e proximidade em nossas vidas, porém traz também problemas e conflitos desafiadores. Em períodos difíceis, pode ser necessária a terapia familiar ou a orientação de pais para lidar com o desenvolvimento de seus filhos.

  • Mecanismos de superação
Desconforto emocional e problemas de relacionamento podem estar associados a deficiências nos mecanismos de superação de desafios, como timidez excessiva, dificuldade de comunicação, falta de assertividade ou controle precário da raiva. A psicoterapia pode ajudar a adquirir ou fortalecer habilidades necessárias.

  • Problemas sexuais
Insatisfação e disfunção sexuais são problemas comuns, podendo surgir constrangimentos para falar sobre eles. Psicoterapeutas podem auxiliar as pessoas a identificarem as dificuldades e a usufruírem o máximo possível de suas vidas sexuais.

  • Perdas recentes
Vínculos fortes são muito importantes para o ser humano. Rupturas dessas ligações – com a morte ou a separação – podem provocar grande dor emocional, sendo indicada a psicoterapia para ajudar a lidar com a perda.

  • Vítimas de trauma ou abuso
Ser vítima de abuso físico ou sexual, ou de qualquer outra forma de violência, pode oprimir a capacidade de superação e deixar cicatrizes que comprometem a habilidade de viver uma vida normal. A psicoterapia cria um espaço confidencial, com apoio e segurança.

  • Uma desordem ou condição clínica mais preocupante
Muitas vezes, as pessoas tendem a atribuir ao cansaço alguns indícios de que há um sofrimento mais sério. Alguns sinais indicam a necessidade de psicoterapia, tanto para um diagnóstico profissional como para a identificação da necessidade de ajuda medicamentosa. A psicoterapia pode ajudar a superar os obstáculos que impedem alcançar os próprios objetivos. Mesmo não havendo uma condição mais séria, a psicoterapia pode ajudar a aprender mais sobre si mesmo, sobre os outros e sobre como viver a vida com maior satisfação pessoal.

  • Futuro: carreira profissional
Questões relacionadas à carreira podem afetar todos os aspectos da vida – família, amigos e mesmo o sentido de quem sou eu. Falar com um profissional treinado em um ambiente seguro e confidencial pode ajudar nessas questões.
O que é um Grupo de Apoio?

É um espaço de compartilhamento de experiências mediado por um profissional especializado no trabalho com grupos e no tema proposto. Todos os participantes compartilham as mesmas questões relacionadas ao tema do grupo.

Como funciona um Grupo de Apoio?

A Aprender Vivo oferece grupos de apoio semanais, com 2 horas de duração, sob a coordenação de um profissional experiente na área.

Quais os benefícios do Grupo de Apoio?

Resignificar experiências e desenvolver novas perspectivas para as dificuldades enfrentadas. Com o auxílio do grupo e do profissional coordenador do grupo, promover mudanças relevantes para o enfrentamento de situações em que se encontram. Tem uma dimensão socioeducativa com informações relevantes para o enfrentamento da situação específica daquele grupo e o apoio emocional promovido pela condução do grupo em ambiente protegido.
Qual o conceito do Grupo de Apoio?

O conceito de grupo

Os pioneiros nos estudos de grupos (JL Moreno, Slavson, Foulkes, Bion e outros) seguiram caminhos diversos, porém com alguns princípios comuns a todos eles, com destaque para a concepção de grupo como uma entidade unitária e a identificação de alguns princípios que regem seu funcionamento e evolução.

As proposições filosóficas e metodológicas de JL Moreno (1993, 1994a, 1994b) fundamentam conceituar grupo como um sistema vivo em contínuas transformações, caracterizado por forças de aproximação, afastamento e indiferença entre os integrantes, reveladas na matriz sociométrica. Constitui-se assim por uma potência interna inicial em contínua interação com o ambiente em que está inserido, produzindo uma estruturação ativa de sua forma e organização, resultando em algo único e imprevisível, que faz com que cada grupo tenha sua própria identidade.

A teoria geral dos sistemas traz também importantes contribuições pela possibilidade que oferece de compreensão da complexidade dos grupos, considerando diferentes níveis de organização. Desse referencial, dois conceitos são particularmente importantes. O primeiro deles é a noção de fronteiras. MacKenzie (1990) salienta que esse conceito pode ser compreendido num sentido físico (porta fechada da sala) ou psicológico (consciência de que duas instâncias são diferentes). Nas intervenções socioeducativas, a principal fronteira é aquela que diferencia a cultura interna do grupo em relação ao mundo externo, responsável pelo fortalecimento da identidade grupal.

O segundo conceito é o de permeabilidade no funcionamento da fronteira. Segundo MacKenzie (1990), a abertura favorece a aquisição de novas informações, a disponibilidade para correr riscos e mudar. Por outro lado, seu fechamento favorece a reorganização do eu. Nos grupos, os participantes vivenciam períodos de mudança intercalados com aqueles de maior reflexão e consolidação.

Num sistema social, segundo esse mesmo autor, funcionam diversas fronteiras:
  • Externa: relativa a temas e experiências que criam um sentido de grupalidade. É particularmente importante no início do grupo.
  • Interpessoal: relativa às interações entre os membros do grupo.
  • Subgrupos: relativa aos subgrupos existentes na estrutura grupal, que podem ser flutuantes. Na Figura 1, ela vai além do grupo pela possibilidade de envolver questões referentes à socialização externa.
  • Liderança: relativa ao líder designado, que tem maior influência e responsabilidade. Pode conter uma equipe de coordenação (co-terapeuta, observador, supervisor).
  • Individual: relativa ao sentido de eu do indivíduo ou seus aspectos conhecidos pelos demais. O autor salienta que estados internos são reconhecidos a partir de interpretações do que é observado do comportamento interpessoal, o que facilita a atenção a esses padrões relacionais.

Considerando-se esses referenciais teóricos, define-se grupo como sendo um sistema constituído por pessoas reunidas com uma tarefa ou função comum, que é a de formar e manter o sistema, constituindo-se, portanto uma estrutura dinâmica de interações, além do conteúdo em desenvolvimento.

Fatores terapêuticos nos grupos

O grupo caracteriza-se como um microcosmo social com importantes propriedades terapêuticas (Yalom e Leszcz, 2006). Esses autores apontaram importantes mecanismos de aprendizagem e sistematizaram vários fatores terapêuticos que operam nos grupos.

MacKenzie (1990) sistematizou esses mecanismos em duas categorias:
  • Decorrentes das interações grupais: apoio mútuo (esperança, aceitação, universalidade, altruísmo), auto-exposição (emoção e integração), aprendizagem com o outro (modelagem, aconselhamento, educação).
  • Decorrentes das intervenções terapêuticas: aprendizagem interpessoal (feedback e experimentar novos comportamentos) e auto-compreensão (experiência emocional corretiva).
Esses fatores atuam em todos os grupos e devem ser estimulados sempre que possível.

Yalom e Leszcz (2006) descreveram a instilação e manutenção da esperança como um importante fator terapêutico. Na etapa de preparação para o grupo, favorece o enfrentamento das dificuldades próprias de uma experiência desconhecida. Um outro fator relevante nas intervenções de tempo limitado é a universalidade, relativa ao reconhecimento de preocupações semelhantes. Favorece a identificação com o outro e o envolvimento mais rápido. Também perceber que não são únicos em suas aflições traz um enorme alívio.

Uma das condições necessárias para a ação dos mecanismos terapêuticos é a coesão grupal. Caracteriza-se pelo pólo de interesse e envolvimento dos participantes, em oposição ao afastamento e absorção consigo mesmo. Yalom e Leszcz (2006) definiram coesão como a resultante das forças agindo sobre os participantes, caracterizando a atração do grupo sobre seus membros. Em grupos coesos, predominam sentimentos de afeto, conforto e a sensação de pertencimento. Gera envolvimento, investimento, exposição e, consequentemente, maior adesão e melhores resultados.
Como é a Supervisão Clínica para terapeutas?

A supervisão clínica reúne um grupo de pessoas interessadas em discutir, atualizar e aprimorar suas práticas profissionais sob a coordenação de um profissional experiente na área. Consta de apresentações de casos clínicos, mantendo o sigilo de dados pessoais, para trazer o foco aos aspectos técnicos e emocionais do profissional que impedem o encaminhamento do processo terapêutico e o desenvolvimento do papel profissional do terapeuta.
Quais os valores dos cursos e serviços?

Capacitação profissional
Pós-graduação - R$9.900,00 à vista com opções de parcelamento
Cursos livres - de R$250,00 à R$2.500,00

Desenvolvimento Profissional
Grupo de apoio e vivências - R$1600,00 à vista com opções de parcelamento

Blog com conteúdo para reflexão e conhecimento – livre acesso e gratuito
Dúvidas sobre família

Quais são os principais problemas causados pela falta de tolerância e diálogo nas famílias?

Uma boa comunicação é uma característica importante em famílias saudáveis. Ajuda a construir vínculos fortes e resistentes para lidar com os desafios da vida - vínculo conjugal, pais-filhos e entre irmãos. Poder conversar sobre qualquer dificuldade que um dos membros da família está enfrentando significa facilidade de diálogo. Suportar as diferenças é tolerância. Pouca tolerância faz por exemplo que pais interrompam os filhos quando eles tentam explicar algo. Pode haver intolerância frente a diferenças de opinião, personalidades, crenças, valores ou metas para o futuro.

Uma boa comunicação é essencial na família. Diálogo é falar e também ouvir. Os maiores desafios são expressar-se de forma clara e objetiva e ser um ouvinte ativo, isto é fazer todo o esforço necessário para ouvir, se esforçando para entender o ponto de vista do outro. Prestar atenção à linguagem verbal e a não verbal. Tolerância é compreender e respeitar o ponto de vista do outro.

A condição para o diálogo está comprometida quando um fica lembrando problemas que já foram resolvidos no passado, tenta controlar comportamentos através da indução de culpa, ignora os sentimentos dos filhos, reclama ou faz um sermão. Esses comportamentos tendem a gerar ressentimento, desconfiança e uma posição de defesa no filho, que pode parar de tentar se comunicar com seus pais. Ou seja, essas condições levam à distância, pouca confiança e pouca cooperação.

A tolerância fica comprometida em famílias muito ligadas em comunicação negativa: críticas, brigas, ficar na defesa etc., comportamentos que reforçam a intolerância. Essa forma de comunicação não fortalece cooperação e o respeito às diferenças (componente da tolerância). 

A falta de diálogo e uma comunicação truncada, com pouca abertura e honestidade para abordar os conflitos, dificultam o desenvolvimento de confiança e, consequentemente, leva a padrões de relacionamento comprometidos, fortes.

O casal, para evitar esse tipo de problema, pode desenvolver uma comunicação saudável em que os pais valorizam estar com os filhos, conversar sobre tudo, criam oportunidades sempre que possível para falar com os filhos.

Comunicação precisa ser praticada para ser eficaz. Quando não há atividades compartilhadas, há falta de tempo para conversas frequentes, os filhos têm dificuldade para desenvolver habilidades interpessoais e fortalecer a confiança – acabam ficando com a impressão de que conversar sobre algo mais difícil é trabalhoso e com pouca chance de dar certo. No entanto, comunicação e responsividade afetiva são as principais condições para um funcionamento familiar saudável e mais ainda para o desenvolvimento da autoestima dos filhos, principalmente na adolescência.

Mais objetivamente, os pais precisam criar tempo para conversar entre si e com os filhos, comunicar pensamentos e sentimentos de forma clara e direta.

Para aumentar a harmonia entre os irmãos, é importante identificar o que se entende por falta de harmonia. Muitos pais não querem que os filhos brigam, mas se esquecem de que brigar é também uma forma de enfrentar conflitos, diferenças e de ocupar o espaço quanto está ameaçado. A questão deveria ser como educar os filhos para que sejam cooperativos. Quanto mais cooperativos, poderão brigar sem culpa porque brigar aproxima também.

O principal instrumento para recuperar um bom relacionamento familiar é uma boa comunicação: falar calmamente e abertamente sobre as dificuldades da família. Assumir que nem sempre concorda com as opiniões pode ajudar a evitar conflitos. Ache tempo para se divertir. Se há um problema financeiro, por exemplo, pode ser útil fazer um plano de ação com um orçamento que todos concordem e possam trabalhar em cooperação.